Prêmio Paschoalino

Festival Estadual de Teatro da FETAERJ

Espetáculo de hoje: "Mar de Mayã"

17/08 | 19h

"O Alienista" narra a história de Dr. Simão Bacamarte, médico renomado e extremamente aficionado pelo conhecimento científico, que se instala em Itaguaí e que com apoio dos políticos da cidade, consegue fundar a Casa Verde, onde poderia internar seus pacientes e assim estudar as causas e cura para a loucura.

20/08 | 19h

Em Meias Verdades a ação externa é mínima, tudo se desenrola num clima de tensão, pelo qual os personagens revelam com suas vozes solitárias o desejo pela escuta do “outro”, fazendo dele um motivo vital para sua existência. O texto leva a pensar se ainda somos capazes de mudar o caminho de nossa própria história. Podemos ainda criar um final feliz para nosso conto cotidiano? Preconceito. Intolerância. Joana e Paulo se encontram numa madrugada de outono, no banco de uma praça, com suas palavras mudas e seus silêncios gritantes, mostrando-se inteiros, num debate sobre a diferença, o diverso, e também o que nos identifica: a busca da felicidade em todos os seus meandros pós-modernos. Integrados e entregues ao amor que move tudo. A dor de uma mãe e a angústia e o cuidado de um homem em dizer uma verdade por inteiro.

18/08 | 19h

Num lugar e tempo indeterminados, um guerreiro cria seu pequeno filho para ser o mais forte da aldeia, capaz de proteger seus líderes e defender os interesses do povo. Mas, com a aldeia em guerra, acontece um ataque inesperado e o pequeno morre nos braços do pai. O assassino é capturado e, enquanto aguarda o julgamento da tribo, recebe a visita do pai em luto, que fica estarrecido ao ver quem foi o responsável pela morte de seu filho.

21/08 | 19h

No decorrer do espetáculo é possível pontuar diversos feitos por Dom Pedro II, além de alguns de seus hábitos pessoais e sua paixão por artes, viagens, livros e fotografia. O principal objetivo da peça “Dom Pedro II – O Último Imperador” é possibilitar o acesso do público a singularidade desse personagem tão querido e pouco difundido da história brasileira.  A trilha sonora é composta por música autoral inspirada no Folclore Brasileiro, como a Folia de Reis da Bahia, do interior de Minas Gerais e a tradição nordestina do “Improviso e Desafio”.

19/08 | 19h

O casamento perfeito de Zé e Nina, em meio às demissões e a dificuldade de Zé em conseguir emprego por causa de sua baixa qualificação e da recessão vivida no país, levam-no a mostrar um lado, até então, desconhecido por Nina, que se torna provedora da casa, costurando e também recebendo ajuda de sua mãe, coisa que desagrada o marido. A gravidez não planejada agrava a situação do casal que se vê na falência financeira e no fracasso, onde Zé se abstrai do sonho de ter um filho, e vê no aborto a única saída. Em “Quando As Máquinas Param”, Plínio Marcos traz, tantos anos depois, um tema apropriado aos dias atuais.

22/08 | 19h

“Virou comida de mar!”, assim Janú, se refere ao destino de sua amada Mayã, que vivendo uma tragédia anunciada, se atira mar adentro a procura do filho. Mas não adentra um mar qualquer.  Um mar que é feroz. Que engole casa e coração. Engole ruas, igrejas, escolas e sonhos. 

Uma trágica história de amor, reflexo e espelho de uma outra histórica trágica. O Mar que vem, na linguagem dos habitantes do lugar “tomando de volta o que é seu”. Uma metáfora cortante sobre a relação do homem com o mundo. Sobre a opção pela não escuta e a percepção seletiva. Sobre o diálogo. Sobre as relações. Sobre a vida.

​​O Festival da FETAERJ – PRÊMIO PASCHOALINO - é a ação mais importante realizada pela Federação de Teatro Associativo do Estado do Rio de Janeiro. Com mais de 40 realizações, o festival possui um grande histórico sendo reconhecido como um dos festivais mais importante  do país, ocorrendo de forma ininterrupta.

O próprio nome do Festival é uma homenagem ao grande ator e guerreiro da arte Paschoal Carlos Magno. O Festival acontece anualmente no final do mês de julho e, neste período de grande encontro teatral, os federados vivenciam diariamente os espetáculos da Mostra de grupos e companhias do Estado do Rio de Janeiro, Companhias convidadas de outros Estados, oficinas, debates, discussões acerca do fazer teatral. O festival é o momento de troca de experiências, de arte e linguagens de artistas de locais diferentes que somam estas experimentações.

Esse ano, devido às circunstâncias que vivemos por causa da pandemia de Covid-19, que nos exige o distanciamento social, não teremos nosso encontro presencial de 10 dias de vivência teatral. Mas nem por isso o Prêmio Paschoalino deixará de acontecer. Com a utilização de diversas plataformas online, faremos de tudo para nos aproximar o máximo possível das condiçoes habituais. Teremos exibição dos expetáculos selecionados, debates, oficinas e até mesmo um espaço online de convivência. Tudo para garantir a troca de experiências e conhecimentos como sempre tivemos.

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DOCUMENTÁRIO AGA


Um documentário que conta a história da Federação de Teatro Associativo do Rio de Janeiro, passeia pelas memórias da Aldeia de Arcozelo e de seu maior agitador cultural Paschoal Carlos Magno. Trinta e sete anos de histórias da maior Federação de Teatro do Brasil retratada em um longa-metragem.